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Mostrando postagens de julho, 2023

Ouro, incenso e Mirra – Parte 8

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A distância entre Belém da Judeia e o Egito não é lá grande coisa. Dá pra fazer de carro em algumas horas; de trem ou de ônibus, em um pouco mais, e de avião, em menos de uma hora... Isso, nos dias de hoje, claro.  Mas tenta pensar numa viagem dessas feita há dois mil anos, por um famoso casal – com um filho de uns dois anos – tendo que partir às pressas no meio da noite... Complicado... Supondo que, no caso de ainda terem parte do ouro que receberam dos sábios, podem ter comprado ou alugado um bom camelo, porque esses bichos não demandam emplacamento nem taxas... Ou, na falta de recursos, podem ter ganhado ou emprestado de alguém... Certamente, ao longo da jornada, fizeram parada em um e outro "Graal" do deserto pra pernoitar e se alimentar. E também pararam pra reabastecer de água e comida o animal, que não gastava pneus, bateria, radiador, essas coisas. E não havia, na época, puxadores de camelo... Ou havia...? Me diz você... Porque se não havia, o bichinho podia ser deixa...

Ouro, incenso e mirra – Parte 7

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– Oi, Susan... – Fala, Decottignies... – Sabe... Eu tentei imaginar como viveram José de Nazaré e sua esposa Maria antes da viagem pro Egito... – Conseguiu? – Mais ou menos... Não consigo imaginar os dois numa DR¹.  – Olha, Decô... É praticamente certo que eles não perdiam tempo com isso... – Também acho... Em vez de picuinhas domésticas, eles se ocupavam de ficar ligados nos sinais do céu.  – Isso! Vai ver, de quando em vez, o Gabriel dava uma passada por lá com novidades e instruções... Pessoalmente ou num sonho do Zé.  – Ou seja, Maria nunca saía de noite fazendo ronda na cidade à procura do marido... Nem espiava, no meio de olhares, em todos os bares, pra, no fim, não o encontrar...  – E ela nunca voltou pra casa abatida, desencantada da vida e nunca precisou de sonho pra se alegrar... – Exatamente! E José nunca foi aquele seresteiro que, suplicando sua nova inscrição, regressou à boemia, pra rever os amigos que um dia deixou a chorar de alegria...  – Por is...

Ouro Incenso e mirra – parte 6

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  – Olha só, Susan... Sobre a odisseia de José e Maria, tem umas partes que nós pulamos...  – Isso mesmo, Decottignies. Por exemplo, os anjos anunciando que o Salvador tinha nascido... E depois formando o coral pra cantar, antes de ir todo mundo ver o bebê na manjedoura... – Vou colocar um Clique aqui para o pessoal conferir... – Boa ideia!  – Então... Bora falar dos agradinhos que o pessoal levou? – Olha, amiguinho... Eu acho que ninguém deve ter levado fraldas, mamadeiras, chuquinha, óleo Johnson, Hipoglós, essas coisas... – E eu sei por quê... O comércio tava fechado... Feriado... Dia de Natal...  – E o casal devia ter alguma grana guardada... – Ah, sim, claro... O Zé ganhava muito bem... Era mercenário! – Eita, Decô! MERCENÁRIO?! Cê pirou???  – Ora, Susan... Mercenário não é o cara que faz móveis, cadeiras, mesas, essas coisas? – Marceneiro!!! – Foi o que eu disse...  – O que você disse, vírgula! Isso foi o que você NÃO DISSE! – O quê? – Marceneiro. – E...

Ouro, incenso e mirra – parte 5

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  – Susan... – Fala, Decottignies... – O que você sabe sobre os magos do Oriente? Eles eram feiticeiros? – Acho que não... A mesma palavra traduzida como “magos” também serve para sábios. Talvez fossem astrônomos, astrólogos... Na época, Astronomia e Astrologia se confundiam...  – Ah, tá... Astrônomos falam só de corpos celestes... Já os astrólogos misturam tudo... Sol, Lua, Capricórnio, Júpiter, Siri... – Siri, não. Caranguejo. – É que eu gosto de falar siri em vez de câncer... –  😆😁😂... Só você mesmo... – E o que tem a ver câncer com caranguejo? – É que a figura do câncer, a doença, parece um caranguejo... – Ou um siri, né? – Tanto faz. A maioria das pessoas confunde os dois, apesar de serem bem diferentes... – Entendi... E talvez os caras não fossem bruxos... Mas eram reis? – É possível. Porque só trouxeram presentes bem caros... – E deviam se vestir que nem reis também, né? – Isso... – E por que dizem que eram três? – Por causa dos três presentes: ouro, incenso e m...

Ouro, incenso e mirra – parte 4

Numa aula de artes cênicas, o professor está elaborando com os alunos uma encenação de Natal... – José e Maria (com um barrigão deste tamanho) tiveram que ir a Belém pra se alistar. Calhou que se cumpriram os nove meses da gravidez de Maria. Daí tentaram achar lugar numa hospedaria. E nem precisava ser das melhores. Até uma de meia estrela servia, mas quem disse que achavam? Nem hotel, nem pousada, nem quitinete, nem um cafofo, nem mesmo uma vaga numa casa de família... Nada. Belém tava que nem Madureira... O jeito foi se acomodarem num estábulo. Imagina só... Tipo um pequeno zoológico. Tinha vaca, burro, cabrito, carneiro...  – Tinha elefante? – Claro que não, Maicon! Nem leão, nem tigre, nem jacaré... Era só COMPARÁVEL a um pequeno zoológico, não era um zoológico... Eu hein! É cada gaiato que me aparece... – Credo, Tio! Também não precisa esculachar desse jeito não... Foi só uma brincadeira... – Tá... Desculpe... Mas vê se não faz mais isso não... – E rato, Tio? Tinha rato? – Não...