Aí é que mora o perigo!


Um daqueles rapazes poderia estar em casa ajudando a mãe a cuidar do pai doente e dos irmãos menores... Outro, trabalhando na vinha... Os outros, nos olivais, nos campos de trigo... Quem sabe, cuidando de ovelhas, de bois... Ou pescando...
Mas NÃO...! Eles preferiram o caminho mais fácil: subtrair do próximo aquilo que não possuíam... 

É aí que mora o perigo!
Quem ouve isso intui que "aí" não é um lugar, mas uma situação, um tempo, uma ideologia, um modo de proceder...

O perigo não é que nem Agepê (1943/1995), que morava "onde não mora ninguém"... Onde não mora ninguém nem perigo tem... 
Perigo não mora na estrada, mora em quem por ela passa levando consigo a maldade, a gana de prejudicar alguém...
O perigo morava no coração daqueles infelizes que assaltaram o viajante que ia pra Jericó... 
Vai ver, até se reconheciam invejosos, perigosos, portadores da perversidade, mas não tinham noção do real perigo que era viver naquelas densas trevas...

Perigo é antigo. Vem de longa data. Desde que o mundo, vasto mundo, se tornou imundo... E quem se chama Raimundo é só uma rima, não uma solução...

O ladrão não vem senão pra roubar, matar e destruir... 
Se vier só pra roubar, já é ruim... 
Tem uns larápios que agem assim, só roubam... Mas aqueles oprimidos tocaiaram, abordaram, aterrorizaram, espancaram o viajante, roubaram até sua roupa e o deixaram na estrada pra morrer...
Depois, devem ter prosseguido rindo, contando vantagem e já pensando no que fariam com a próxima vítima... Sem ter a menor noção do abismo em que estavam caindo... 
É aí que mora o perigo...

Oremos...
Faz-nos, Senhor, permanecer atentos ao real perigo de nos afastarmos dos teus mandamentos. Livra-nos de seguir no sentido da porta larga, que conduz à perdição. Salva, Senhor, este povo e este país. Em nome de Jesus. Amém!
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Decottignies

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