Eu era famoso e não sabia


Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. 
Mateus 5:16

Já falei sobre isso no WhatsApp.
De algumas pessoas que me pararam na rua, no trem ou numa igreja pra perguntar se eu era aquele cara da peça. Respondi que era, e começamos a conversar sobre teatro...
Já falei também de uma beldade que, ao final de um culto, ficou sorrindo pra mim e me acompanhando com o olhar, sem que eu soubesse de onde a conhecia. Não conhecia. Ela que se lembrava de ter me visto no Maracanãzinho... Que onda...
Antes disso eu fazia breves participações em esquetes do Clube Bíblico Jesus Vive, e isso acabou me deixando famoso. Um tantinho assim, mas eu fiquei. Só muito tempo depois é que vim a saber...
Depois dos esquetes, peças de Natal, de Páscoa ou fora dessas épocas mesmo. Sim, nas igrejas.
Não vou fingir que não me massageou o ego. Massageou sim, quando eu soube que vinha gente não sei de onde pra ver nosso grupo em cena, fazendo esquete ou coisa um tanto mais séria... Ah, eu gostava sim...!
O que eu não sabia era da extensão daquilo. De como aquilo era importante pra um mondigente, de como serviu de base até pra outras companhias teatrais... Ah, bora combinar... É onda sim!
Trazendo agora pra um contexto restrito a parentes e amigos mais chegados... Mais um fato de que eu só fiquei sabendo depois. Sobre meus bordões. Esses que eu tenho mania de criar, e não é de hoje... Meus sobrinhos (não sei quantos deles) passaram uma noite inteira conversando sobre isso, e uma noite inteira não bastou. Um deles veio me contar depois...
Não sei, no presente, neste presente de agora, junho de 2023, se meu nome tá sendo falado em algum lugar do mundo... Do mundo não, do Brasil... Talvez do Estado, da cidade, do bairro, sei lá... E as doideiras que eu inventei ou reinventei de outros continuam sendo lembradas e faladas... Não sei se ainda sou famoso. Acho que não... Pouco importa...
Pode parecer uma baita pretensão, mas o que eu quero mesmo é ser uma ferramenta nas mãos do Criador. Estar onde ele quiser que eu esteja, fazendo o que ele quiser que eu faça e falando o que ele quiser que eu fale. Mas tudo, de preferência, sem eu saber, porque se eu souber não vai funcionar, vou ficar muito metido a besta, e isso eu não acho bom não...
Oremos. Eu por você, você por mim, nós por nosso povo e por esse nosso Brasilzão lindão que nóis ama de montão...
 
Decottignies

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