Ouro, incenso e mirra - Parte 1

Espera. Me explica de novo o que aconteceu. Diga a verdade, seja qual for. Não precisa ter medo de mim...
– Olha, Zé. Eu já te expliquei tim-tim por tim-tim e posso até repetir. Mas algo me diz que você não confia em mim...
– Ah, sério?! Então se coloca no meu lugar...
– Tenho uma ideia melhor. Se coloca você no meu lugar!
– Comé que é?!
– Isso mesmo! Cê acha que fui eu que escolhi isso pra mim? Acha que eu não preferia um casamento que nem o de Isabel, sem um embaraço desse tamanho?
– Acho que não... Mas você há de convir que é muito difícil acreditar numa história dessa, né?
– Então faz o seguinte, Zé. Vai cuidar da sua vida e deixa que eu cuido da minha...
 
José suspira, respira, transpira, quase pira... Pela cabeça dele passam as piores ideias. Imagina que algo horrível aconteceu à sua noiva, e ela não teve coragem de lhe dizer a verdade... Acaba se controlando...
 
– Tudo bem... Eu vou pra casa. Vou ver se consigo relaxar... Amanhã a gente conversa...
 
Maria fica profundamente chateada...
– Olha, quer saber? Nem precisa voltar amanhã, se não quiser. Mas fique você sabendo que eu estou com a minha consciência tranquila...
 
Sem dizer nada, José sai cabisbaixo... Não teve nem beijinho de "Até amanhã"... Óbvio, não tinha clima...
Maria se entrega aos seus pensamentos... Ergue os olhos para o céu, de onde acredita que virá o socorro e a força pra lidar com a situação, que considera a pior possível... E não encontra palavras... Até encontra, mas não consegue reunir condições pra orar... Fica como Ana, mãe do profeta Samuel...
E de certa forma tem seu pedido atendido. É tomada por um profundo sentimento de tranquilidade, de uma paz que a ninguém conseguiria explicar...
 
Oremos...
SENHOR, tem misericórdia de nós. Dá-nos a serenidade e a confiança de Maria. Fortalece a nossa fé. Salva, Senhor, nosso povo e nosso Brasil. Em nome de Jesus. Amém


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